No começo do último mês de dezembro, pouco após ser anunciado como novo piloto da Haas, Nikita Mazepin se envolveu em caso de abuso: um vídeo em que apalpava o seio de uma mulher sem consentimento foi divulgado na internet. Desde então, a equipe diz que o russo tem a vaga na F1 garantida e que aprendeu a lição. Mas não parece ser o caso.
Em entrevista ao programa ‘Match TV’, de seu país natal, Mazepin tentou se esquivar da culpa e afirmou que muitas das críticas tem a ver com o fato dele ser russo, e não com seus atos.
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“Existem certas razões, que não tem nada a ver com o mundo da velocidade, pelas quais eu sou tratado de forma diferente. Eu estou acostumado com as críticas e não tenho problemas com elas”, disse.
“Outros pilotos russos, todos do nível mais alto, profissionais em todas as situações, ouviram críticas que não eram merecidas. Mas a vida é assim. O fato de que russos são tratados de forma diferente não me surpreende”, seguiu.
Para Mazepin, o mundo da F1 não gosta de russos (mesmo que, nos últimos anos, Daniil Kvyat, Sergey Sirotkin e Vitaly Petrov tenham conquistado espaço no grid): “Todos os pilotos russos recebem essas críticas, esse ódio. Estou preparado para isso? É parte da vida. Se você quer correr, você precisa encarar coisas assim”, finalizou.
Ainda em dezembro de 2020, a Haas confirmou a presença de Mazepin no grid. Já a F1 e a FIA se silenciaram sobre o caso.