A Fórmula 1 vai passar por uma grande revolução em 2026. Em um ano marcado pela mudança no regulamento tanto no chassi quanto nos motores — que agora contam com maior influência da parte elétrica e são abastecidos por combustíveis 100% renováveis —, as equipes já se preparam para levar os carros à pista na segunda semana de testes entre os dias 11 e 13 de fevereiro.

Devido à grande mudança técnica, a Fórmula 1 alterou o formato da pré-temporada em 2026. Diferente de 2025, quando houve apenas um teste de três dias no Bahrein, as equipes terão mais tempo de preparação neste ano. Depois de um shakedown em Barcelona, as equipes partem para uma segunda sessão no Bahrein, entre quarta e sexta-feira. Uma segunda sessão será realizada uma semana depois, entre 18 e 20 de fevereiro.

Diferente dos testes em Barcelona, as equipes não terão limitação de dias que poderão entrar na pista. Logo, todas devem andar assim que puderem. Com McLaren e Aston Martin lançando os carros nesta segunda-feira, todos os times vão exibir o que devem mostrar ao longo da temporada.

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Lando Norris (Foto: McLaren)

No Brasil, a transmissão da pré-temporada fica por conta do sportv, que transmitirá apenas a hora final dos três dias de testes. A expectativa é de uma cobertura mais ampla na segunda bateria de testes no Bahrein, programada para acontecer entre os dias 18 e 20 de fevereiro.

Quem entrará na pista pela primeira vez é a Williams. A equipe inglesa não andou nos testes de Barcelona por conta de atrasos no projeto, mas andará pela primeira vez mesmo sabendo que deve sentir as dificuldades de não passar pelo shakedown de semanas atrás.

A grande revolução de 2026 está centrada na reformulação radical das unidades de potência, que agora buscam uma paridade inédita de 50/50 entre o motor a combustão e a propulsão elétrica. Com a extinção do complexo MGU-H, a carga sobre o sistema de recuperação de energia cinética (MGU-K) triplicou, exigindo que os pilotos gerenciem quase 350 kW de potência elétrica de forma estratégica para evitar o apagão das baterias antes do fim das retas.

Essa mudança é acompanhada pela introdução de combustíveis 100% sustentáveis, um marco que desafia os engenheiros a manterem o alto desempenho dos motores V6 Turbo enquanto reduzem drasticamente a pegada de carbono da categoria. No aspecto aerodinâmico, o conceito de “carro ágil” introduz monopostos 30 kg mais leves e com dimensões reduzidas, visando facilitar ultrapassagens em circuitos estreitos.

A novidade técnica mais aguardada é a aerodinâmica ativa, onde as asas dianteiras e traseiras alternam entre o “Z-Mode” (maior pressão para curvas) e o “X-Mode” (baixo arrasto para retas), controlados automaticamente para otimizar o fluxo de ar. Além disso, o tradicional DRS dá lugar ao “Modo de Ultrapassagem Manual”, um recurso que concede ao piloto perseguidor uma carga extra de energia elétrica, transformando as disputas de pista em um complexo jogo de xadrez tático e gerenciamento de recursos em tempo real.

A Fórmula 1 retorna à pista de 11 a 13 de fevereiro, no Bahrein, para a primeira de duas baterias de testes coletivos da pré-temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades.

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