Uma corrida foi o bastante para a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) desistir da ideia de obrigar os pilotos a fazerem no mínimo duas paradas no GP de Mônaco da Fórmula 1. A entidade confirmou neste sábado (28) alteração no Regulamento Técnico que bane a controversa regra de pit-stops imposta na edição de 2025.

A proposta de forçar os pilotos a dois pit-stops surgiu em decorrência do GP de Mônaco de 2024, quando a bandeira vermelha logo após a largada permitiu que todos trocassem de pneus e fossem até o fim. Só que para a tática funcionar, quase todo mundo correu em ritmo muito mais lento para poupar pneus.

A entidade que regula o esporte, então, determinou que fossem usados pelo menos três jogos de pneus ao longo das 78 voltas da prova do ano passado, forçando duas entradas nos boxes. Acontece que a expectativa de se ter uma corrida imprevisível e com estratégias distintas não se concretizou. Pior: as equipes menores usaram um dos pilotos para segurar deliberadamente o pelotão intermediário para o companheiro realizar o pit-stop sem perder a posição — algo totalmente possível em um circuito onde ultrapassar é quase um milagre.

Tal jogada foi bem executada por Racing Bulls, com Liam Lawson e Isack Hadjar, e Williams, com Carlos Sainz e Alexander Albon. Os quatro pontuaram. Embora totalmente dentro das regras, a tática foi considerada tão absurda que George Russell, uma das vítimas do jogo de equipe por ter caído ainda no Q2, escolheu cortar a chicane da saída do túnel e ser punido para sair de trás da fila indiana.

Não é de hoje que o GP de Mônaco é marcado por total monotonia na F1 (Foto: Sauber)

Outro anúncio feito neste sábado envolve o formato de classificação. Por conta da chegada da Cadillac, agora serão seis pilotos eliminados no Q1 e seis no Q2, com o Q3 ainda sendo disputado pelos dez mais rápidos. O tempo da última seção, porém, foi aumentado de 12 para 13 minutos.

A Fórmula 1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.

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