Veloz ao longo de todo o fim de semana, Lando Norris manteve a soberania neste domingo (9) e venceu o GP de São Paulo de Fórmula 1, disputado em Interlagos. Pole, o britânico segurou a dianteira na largada e também controlou os reinícios, deixando a liderança apenas nas janelas de pit-stop. Com forte ritmo e demonstrando confiança, o piloto da McLaren cruzou 10s3 à frente de Andrea Kimi Antonelli e abriu 24 pontos de vantagem no Mundial, a três corridas do fim da temporada. Após grande recuperação, Max Verstappen foi o terceiro.
O destaque negativo ficou pela estreia de Gabriel Bortoleto em casa, que decepcionou a torcida ainda na primeira volta. Empurrado por Lance Stroll, o brasileiro tocou na grama e rodou, destruindo a dianteira na barreira de proteção do segundo setor. Quem teve dia trágico foi a Ferrari, com direito a abandono duplo: Lewis Hamilton se arrastou com danos após tocar em Franco Colapinto, enquanto Charles Leclerc foi acertado em acidente triplo com Oscar Piastri e Andrea Kimi Antonelli.
O australiano da McLaren, aliás, sofreu novo golpe no campeonato. Após mergulhar sobre Antonelli para tentar escalar de quarto para segundo, Piastri acertou o italiano e o jogou sobre Leclerc. Levou 10s pelo incidente e perdeu terreno para Verstappen ao pagar a punição, algo que não conseguiu reverter até o fim da corrida. Quinto, deixou a desvantagem para Lando subir a 24 pontos, e a situação no campeonato começa a parecer irreversível.
Atrás de Norris, Antonelli e Verstappen, o grupo dos dez primeiros colocados do GP de São Paulo ainda teve George Russell, Piastri, Oliver Bearman, Liam Lawson, Isack Hadjar, Nico Hülkenberg e Pierre Gasly.

Após a passagem pelo Brasil, a Fórmula 1 só retorna no fim do mês, para mais uma edição do GP de Las Vegas. A antepenúltima etapa da temporada 2025 acontece entre os dias 21 e 23 de novembro, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO. Depois, restarão apenas as passagens por Catar e Abu Dhabi.
Saiba como foi o GP de São Paulo de 2025
A garoa que caiu instantes antes da corrida não afetou o traçado, que estava seco na hora da largada. No apagar das luzes, Antonelli não conseguiu aproveitar a vantagem dos pneus macios e manteve a segunda posição, atrás de Norris. Hadjar foi para cima de Piastri, mas não conseguiu passar; mais atrás, Russell perdeu uma posição para Lawson e precisou batalhar com Gasly para manter o sétimo lugar.
A volta de abertura também reservaria decepção completa para a torcida em Interlagos. Empurrado levemente por Stroll, Bortoleto precisou tocar a grama e rodou, destruindo a dianteira na barreira de pneus. Com danos graves, o brasileiro precisou abandonar e nem conseguiu completar uma volta na estreia em casa. Na reta principal, Hamilton se embolou com Colapinto e também quebrou o bico, despencando para o último lugar entre os que seguiam na pista.
A batida de Bortoleto acionou imediatamente o safety-car, tanto para a retirada do carro quanto para os ajustes na barreira de proteção. A corrida foi retomada na abertura da sexta volta, com Norris puxando o pelotão à frente de Antonelli, Leclerc, Piastri, Hadjar, Lawson, Russell, Bearman, Gasly e Alonso no top-10.
Na relargada, o caos enfim apareceu. Norris cruzou a primeira curva tranquilo, mas Antonelli foi atacado ao mesmo tempo por Piastri e Leclerc. Com três lado a lado no S do Senna, a McLaren empurrou a Mercedes — que rodou e bateu na Ferrari. Charles perdeu uma das rodas e quebrou a suspensão dianteira, enquanto Oscar tomou a segunda colocação e Kimi, inacreditavelmente, conseguiu se segurar para ficar em terceiro.
O safety-car virtual entrou em cena na volta 7, com o carro de Leclerc já sendo retirado da pista. Com Hamilton em 16º e reportando perda de pressão aerodinâmica, o fim de semana terrível da Ferrari estava completo. Como era de se esperar, Piastri foi para cima de Norris na relargada, mas não encontrou espaço para tentar a ultrapassagem. A essa altura, o australiano já tinha 1s5 de frente para Antonelli e travava batalha particular com o companheiro.
Usando os mesmos pneus médios de Piastri, Norris passou a forçar para abrir 1s e quebrar o DRS do adversário. Sofrendo com um furo de pneu após largar do pit-lane, Verstappen aproveitou a amarela para ir aos boxes e voltou com médios novos; rapidamente, o tetracampeão tomou a volta mais rápida, com 1min13s049 — mas ainda em 16º. Sem dificuldades, Lando foi impondo ritmo sobre Oscar e o manteve fora da zona da asa móvel.
Enquanto Antonelli seguia atrás da dupla da McLaren, Russell pressionava Hadjar pelo quarto lugar. Na 12ª volta, o britânico enfim fez a passagem e deixou o grid uniforme: dois carros da McLaren, seguidos por dois carros da Mercedes e dois da Racing Bulls. A mudança viria logo na abertura da 13ª, porém, com mergulho de Bearman para tomar o sétimo posto de Lawson. Enquanto isso, Verstappen passava Hamilton pela 15ª colocação.
A direção de prova também entraria em ação cedo, com uma punição de 10s a Tsunoda por bater em Stroll. O japonês errou uma das freadas, atingiu o canadense e o fez rodar. Hamilton também foi aos boxes, tentando algo diferente com uma Ferrari que se arrastava na pista, enquanto Norris seguia abrindo vantagem em relação a Piastri. Na volta 15, os dois já estavam separados por 2s7.
Fazendo de tudo para ganhar posições, Verstappen seguia pisando fundo. Em 14º, o neerlandês ganhou uma posição de Tsunoda e foi para cima de Hülkenberg, que não conseguiu segurar o movimento na volta 17. E a FIA entraria de novo em ação, com punição de 10s a Piastri por causar a colisão com Antonelli — que acabou tirando Leclerc da prova. Aproveitando a abertura da janela de pit-stops, Max já era sétimo e perseguia Albon pelo sexto lugar.
O tetracampeão seguiu ganhando posições e ainda contou com a parada de Antonelli para subir ao quarto posto. Norris seguia tranquilo na liderança, ainda em debate com a McLaren sobre qual seria a estratégia correta. A corrida seguia trágica para Tsunoda, que também foi aos boxes e não cumpriu a punição de 10s corretamente. Como resultado, foi condenado a executar a penalidade mais uma vez.
O chamado da McLaren para Norris veio ao fim da volta 30, e o britânico voltou de pneus macios na quarta colocação — logo atrás de Verstappen. Com tranquilidade, aproveitou a borracha nova para tomar o terceiro posto três giros depois. O líder do campeonato voltou naturalmente à liderança com a parada de Piastri, que pagou a punição e voltou em sétimo. Na volta 40, o top-10 tinha Norris, Antonelli, Russell, Bearman, Verstappen, Lawson, Piastri, Ocon, Alonso e Hülkenberg. Após se arrastar a corrida inteira, Hamilton foi chamado pela Ferrari e consumou o abandono duplo da Scuderia.

Piastri, então, foi rapidamente tirando Lawson do caminho para se aproximar de Verstappen. Neste momento, com 45 voltas completas, Norris tinha 7s7 de vantagem para Antonelli, mas uma parada por fazer; e Piastri andava em quinto, também sem conseguir ir até o final. Max, porém, era quarto e tinha borracha o suficiente para cumprir a distância da corrida. Ou seja, a McLaren analisava com os pilotos o melhor momento de agendar o pit-stop final.
Segundo colocado, Russell entrou na volta 49 e, pela última vez, calçou pneus macios — voltou em sexto, justamente atrás de Antonelli. A algumas curvas de distância, Bearman e Hülkenberg batalhavam furiosamente pela sétima posição: o alemão levou a melhor no S do Senna, mas perdeu a batalha na Descida do Lago. Kimi, sem perder tempo, passou Lawson e voltou ao quarto lugar.
Com a ameaça de Verstappen pairando, Norris voltou aos boxes na abertura da volta 51 e calçou pneus macios, voltando em terceiro. Max assumiu a ponta, com Piastri 3s5 atrás. Lando tinha 4s5 de desvantagem para o companheiro de equipe. A McLaren logo tratou de chamar Oscar para tirá-lo do caminho, e Lando passou a pisar fundo para alcançar o líder. Os dois calçavam médios, mas o britânico tinha apenas três voltas neles; Max tinha 20.
Mesmo sem precisar parar, a Red Bull decidiu chamar Verstappen mais uma vez ao fim da volta 54, devolvendo o tetracampeão à pista em quarto — mas com pneus macios novos. Norris era o primeiro, seguido por Antonelli e Russell. Piastri ocupava a quinta colocação, enquanto Lawson, Bearman, Hülkenberg, Hadjar e Gasly completavam o top-10 do GP de São Paulo.
Aproveitando os pneus macios, Verstappen foi à caça por um lugar no pódio e passou a pressionar Russell, que cedeu na abertura da volta 63 e perdeu o terceiro lugar. Antonelli seguia à frente por cerca de 2s, mas em ritmo inferior ao de Max. Apesar de toda a pressão, o novato conseguiu segurar a posição até o fim, enquanto Norris cruzava para vencer mais uma e abrir vantagem significativa no Mundial.
F1 2025, GP de São Paulo, Interlagos, Resultado:
| 1 | L NORRIS | McLaren Mercedes | 71 voltas |
| 2 | A K ANTONELLI | Mercedes | +10.388 |
| 3 | M VERSTAPPEN | Red Bull RBPT Honda | +10.750 |
| 4 | G RUSSELL | Mercedes | +15.267 |
| 5 | O PIASTRI | McLaren Mercedes | +15.749 |
| 6 | O BEARMAN | Haas Ferrari | +29.630 |
| 7 | L LAWSON | Racing Bulls RBPT Honda | +52.642 |
| 8 | I HADJAR | Racing Bulls RBPT Honda | +52.873 |
| 9 | N HÜLKENBERG | Sauber Ferrari | +53.324 |
| 10 | P GASLY | Alpine Renault | +53.914 |
| 11 | A ALBON | Williams Mercedes | +54.184 |
| 12 | E OCON | Haas Ferrari | +54.696 |
| 13 | C SAINZ | Williams Mercedes | +55.420 |
| 14 | F ALONSO | Aston Martin Mercedes | +55.766 |
| 15 | F COLAPINTO | Alpine Renault | +57.777 |
| 16 | L STROLL | Aston Martin Mercedes | +58.247 |
| 17 | Y TSUNODA | Red Bull RBPT Honda | +1:09.176 |
| L HAMILTON | Ferrari | NC | |
| C LECLERC | Ferrari | NC | |
| G BORTOLETO | Sauber Ferrari | NC |
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