Tricampeão mundial, Max Verstappen vive um momento curioso na Fórmula 1. Apesar de uma vantagem de 52 pontos sobre Lando Norris, da McLaren, o piloto neerlandês da Red Bull não vence desde o GP da Espanha e encara uma situação de um carro pouco competitivo nas últimas corridas, com direito a diversas saídas de pessoas chaves da equipe, como o projetista Adrian Newey, o diretor-técnico Jonathan Wheatley e o chefe de estratégias Will Courdenay.

Em entrevista ao site da revista inglesa Autosport, Verstappen falou sobre as saídas. Recentemente, a Red Bull garantiu a permanência de Gianpiero Lambiase, que é o engenheiro de corrida do três vezes campeão do mundo, que afirmou que não pode forçar ninguém a permanecer no time.

“Como sempre disso, gostaria que todos ficassem, mas no fim, você não pode parar as pessoas. Não pode forçá-las a ficar quando não querem mais estar aqui. Se eles estão decepcionados ou não recebem tudo o que querem, talvez seja melhor aceitar um novo desafio em outro lugar. Mesmo que para toda a equipe coletivamente, teria sido melhor se tudo tivesse permanecido do jeito que estava”, afirmou.

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Max Verstappen (Foto: Red Bull Content Pool)

Max também valorizou a permanência de Pierre Waché, que virou o diretor-técnico do time. Para Verstappen, o elenco do departamento técnico da Red Bull ainda é muito forte, e o time precisou apenas de um ‘reset’ para tomar uma direção nova.

“É ótimo, Pierre e eu conversamos muito. Quando estou na fábrica, sempre me encontro com ele. Está muito motivado e gosto de estar envolvido. As coisas funcionam bem, são os resultados que não são o que queremos agora. Cabe a nós virar essa situação. Tenho fé que as pessoas sabem o que estão fazendo, e já fizeram isso. Outros times também tem gente boa, mas acho que esse não é o problema. Tomamos um caminho errado, era hora de apertar o reset e ir em uma direção diferente”, concluiu.

A Fórmula 1 retorna de 18 a 20 de outubro em Austin, Estados Unidos, início da perna americana da temporada 2024.