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Gasly crê em chance de enfrentar mulheres na F1 “se mostrarem que há velocidade”
F1

Gasly crê em chance de enfrentar mulheres na F1 “se mostrarem que há velocidade”

Pierre Gasly disse que acredita na possibilidade de enfrentar mulheres na Fórmula 1 ainda durante a carreira. Para o francês, basta que as pilotas mostrem velocidade e talento suficientes para estarem entre "os 20 melhores do mundo"

JP Nascimento

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Em meio à luta do público feminino por maior representatividade na Fórmula 1, um esporte dominado por homens e normalmente avesso a grandes mudanças, Pierre Gasly disse crer na possibilidade de encarar uma pilota na categoria ainda durante sua carreira. Segundo o francês, há muito “esforço” por parte dos organizadores para fomentar a presença das mulheres, que estariam recebendo mais apoio atualmente em suas carreiras no automobilismo.

Além disso, para Gasly, basta que uma mulher demonstre velocidade e talento suficientes para fazer parte do grupo de 20 pilotos da Fórmula 1, classificados por ele como “os melhores do mundo”.

“Não ficaria surpreso [com uma mulher na F1]”, disse Gasly. “Acho que, definitivamente, é possível. Há muito esforço sendo colocado em prática pela organização e por nossa equipe para apoiar as mulheres em nossas categorias”, apontou.

“Tenho certeza de que, se uma mulher realmente mostrar que tem a velocidade e o talento para fazer parte dos 20 melhores pilotos do mundo, ela terá uma oportunidade”, frisou.

Para Gasly, presença das mulheres na F1 depende de velocidade e talento (Foto: Alpine)

A última mulher a participar oficialmente de um fim de semana de Fórmula 1 é, até hoje, Susie Wolff, no TL1 do GP da Inglaterra de 2015, pela Williams. A ex-pilota, inclusive, se tornou diretora da F1 Academy, categoria exclusivamente feminina.

Recentemente, Susie foi envolvida em uma polêmica pela FIA em relação a supostas informações sigilosas trocadas com seu marido, Toto Wolff, chefe da Mercedes. Antes de a entidade voltar atrás em sua posição, Susie classificou os comentários como misóginos e focados em seu estado civil.

Tricampeão mundial, Max Verstappen também abordou o assunto. Para o neerlandês, entretanto, a ausência das mulheres na Fórmula 1 é facilmente explicável pela menor presença do gênero no esporte, o que impacta diretamente no menor número de chegadas ao primeiro degrau do automobilismo mundial.

Susie Wolff foi a última mulher a participar de um fim de semana oficial de F1, em 2015 (Foto: Venturi)

“Se você olhar para a porcentagem de homens e mulheres no esporte a motor, acho que as chances de chegar à F1 são muito baixas até para os homens. Então, naturalmente, é ainda mais difícil para as mulheres, que estão em menor número”, analisou.

“Acho que, fisicamente falando, pilotar na F1 em alguns lugares é bem difícil, mas acho que é algo treinável se você trabalhar duro. Mas é, claro, um pouco mais difícil para as mulheres”, opinou. “Porém, se você tem talento o suficiente, claro que é possível. Não acho que os chefes de equipe são pessoas que tomem decisões e pensem: ‘não, apenas escolhemos homens'”, disse.

Porém, assim como Gasly, Verstappen acredita que qualquer pilota que demonstrar velocidade tende a atrair olhares dos chefes da Fórmula 1.

Verstappen também comentou sobre o baixo número de mulheres no esporte (Foto: AFP)

“Se houver uma mulher vencendo todos os outros, então, naturalmente, ela terá a oportunidade de chegar à Fórmula 1. Mas há menos mulheres no esporte e, obviamente, a chance de chegar ao topo é menor”, completou Max.

Com a temporada encerrada, a Fórmula 1 retorna apenas no ano que vem, no dia 2 de março, com a estreia do campeonato no GP do Bahrein.

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