Em busca de um meio termo no regulamento de 2026, os pilotos realizaram uma reunião virtual com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a Fórmula 1 na última segunda-feira (13) para discutir possíveis ajustes nas novas regras. A conversa transcorreu de forma ‘positiva e produtiva’ e contou com nomes como Max Verstappen, um dos mais vocais contra o aumento da eletrificação, e George Russell, diretor da Associação dos Pilotos de Grand Prix (GPDA).
A informação é do portal neerlandês GPBlog desta quarta-feira (15). Este é, portanto, o segundo encontro promovido em abril para debater propostas de alterações no regulamento. No dia 9, representantes da FIA, especialistas técnicos das equipes e as montadoras entenderam que há a necessidade de ajustes na gestão de energia.
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Há mais três reuniões agendadas, segundo informou a entidade máxima do esporte. Nesta quarta, alterações no Regulamento Esportivo para acomodar as eventuais mudanças técnicas serão postas em pauta. No dia seguinte, os pontos discutidos no primeiro encontro serão retomados e novos tópicos serão apresentados. Por fim, no dia 20, todas as partes interessadas buscarão um consenso para que as propostas aprovadas sejam levadas ao Conselho Mundial de Automobilismo.
O debate se intensificou após o forte acidente de Oliver Bearman no GP do Japão. Na ocasião, o jovem da Haas teve de desviar do carro mais lento de Franco Colapinto em um trecho de alta velocidade e chegou a descer do carro mancando. As diferenças de velocidade se tornaram muito comuns por causa da perda de energia.

Ao sofrer um impacto de 50G a uma velocidade de 308 km/h, Bearman recebeu o apoio dos colegas. Lewis Hamilton e Carlos Sainz, por exemplo, declararam publicamente que a F1 precisa escutar mais a opinião dos pilotos, enquanto Verstappen tem ameaçado seriamente deixar a competição se nenhuma medida for tomada nos próximos meses.
A segurança, portanto, tomou o protagonismo do tema e se juntou à insatisfação de muitos pilotos com a necessidade constante de gerenciar a bateria, uma vez que a energia elétrica responde por 50% da potência do motor. Tal situação é ainda mais evidenciada em classificações.
A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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