Só uma hecatombe tiraria o título da Fórmula 3 das mãos de Gabriel Bortoleto, mas a conquista desta sexta-feira (1º), em Monza, manteve uma curiosa escrita que vem desde a famigerada final da Fórmula 1 em 2021, em Abu Dhabi: de lá para cá, todos os títulos das três principais categorias da escada dos monopostos foram decididos nos boxes.

Na decisão da F3, havia uma chance de, no mínimo, o desfecho ficar para sábado ou domingo. Como nem Paul Aron e nem Josep María Martí fizeram a pole, Bortoleto manteve para a corrida sprint 38 pontos de vantagem, porém com apenas mais 37 e jogo. O inusitado é a classificação foi encerrada sob bandeira vermelha, após forte batida de Oliver Goethe instantes depois de pular para o topo da tabela de tempos.

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Drugovich celebrou o título da F2 2022 nos boxes, depois de abandonar na primeira volta da sprint de Monza (Foto: Reprodução/F2)

O campeão da F3 no ano passado também só foi conhecido após longa paralisação. Na ocasião, também na Itália, o forte acidente entre Kush Maini e Brad Benavides trouxe a bandeira vermelha. Martins era o terceiro, resultado que já lhe daria o título, mas teve de esperar o veredito após o festival de punições aplicadas por limites de pista para celebrar a conquista.

O título de Felipe Drugovich na Fórmula 2 também veio com o piloto no pit-lane. Ainda na primeira volta da corrida sprint, foi acertado por Amaury Cordeel, ficou com a suspensão quebrada e, depois de abandonar, ficou torcendo para que Théo Pourchaire — o único capaz de frustrar os planos — não fosse além do sétimo. O francês ficou só em 17º, e Felipe soltou o grito de campeão junto com a MP.

A F1 também não escapou do anticlímax graças ao caos causado pela chuva no Japão somado ao total bate-cabeça da FIA em interpretar as regras. A corrida só teve 28 das 53 provas programadas, tanto que, de início, a tabela de divulgada mostrava a pontuação pela metade, o que não definiria ainda o campeonato. Só que, com a corrida já encerrada, Max Verstappen foi informado durante a entrevista que era, de fato, o campeão.

Na ocasião, a FIA realçou que a regra de pontuação dividida valia apenas quando uma corrida fosse suspensa antes da bandeirada e não pudesse ser retomada, como aconteceu na Bélgica, em 2021. Assim, ainda que uma corrida tivesse metade das voltas imaginadas inicialmente, mas chegasse à bandeirada, a pontuação que valeria era a tradicional. E valeu o título.